"Toda a vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar" - Siba
"A gente tem juízo, mas não usa" - Lula Queiroga
"É um pouco disso tudo que eu preciso" - Lula Queiroga
O importante é aprender a dançar, senão a gente dança, roda e cai tonto no meio da pista.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Antigamente...
...Eu dava risada da minha própria desgraça. Criava frases de efeito tragicômico e me divertia. Hoje em dia eu não esqueço, não mereço e não apareço nem desapareço.
Uma clássica das antigas: "Se a esperança é a última que morre, eu prefiro matá-la pessoalmente."
Uma clássica das antigas: "Se a esperança é a última que morre, eu prefiro matá-la pessoalmente."
Requentado, mas ainda gostoso
To buscando inspiração no Tantaprosa, que aliás era muito bom. Busquei um texto do Salvaterra e resolvi postá-lo aqui. Vale a pena mesmo.
Escada de Jacó
André Pescaldo descia devagar, as escadas e a própria mente: em direção à sua cova pessoal, cavada no fundo de seu púbis virulento e enrugado. Pisou tantos degraus quanto pode, até o momento em que a tristeza e a incerteza o mataram de dores nas unhas dos pés. Deslizava as mãos pela parede destroçada por tiros e urina — o cheiro do ácido úrico queimando fundo em seu útero petrificado (Pescaldo era artista improdutivo). Sentiu o ranger dos pregos safados roçando na madeira ordinária da escadaria do cortiço. Pisava pensativo cada degrau com medo de descer pelo próprio corpo e encontrar seu escuro pessoal do qual não escaparia.Quando se ajeitou na porta da cozinha comunitária (alinhou a gola da camisa, puxou a cueca para o lugar), sentiu a protuberância pontuda contra seu nariz, que era o cheiro absurdo de cebola cozida. Absurdo, em verdade, contra sua existência, pois aquela pasta forte e quente o acusava de faminto. Sentiu o estômago contorcer-se num espasmo de vida, um animal de boca escancarada lutando contra seu hospedeiro.Contou o dinheiro do bolso, sentindo o peso de seu pulso ossudo pendurado em seu braço marcado de agulhadas que quase o estraçalhavam. Resolveu deixar a comida para quem podia. Não, ele não podia. De forma alguma. Tinha hora marcada com o colchão imundo estirado no chão de seu cômodo. Comprou mais uma dose e torceu para que aquela o levasse daquele lugar: arrastado, com uma estampa de saliva espumosa no peito, a delatar sua morte para daqui a dois segundos.
Escada de Jacó
André Pescaldo descia devagar, as escadas e a própria mente: em direção à sua cova pessoal, cavada no fundo de seu púbis virulento e enrugado. Pisou tantos degraus quanto pode, até o momento em que a tristeza e a incerteza o mataram de dores nas unhas dos pés. Deslizava as mãos pela parede destroçada por tiros e urina — o cheiro do ácido úrico queimando fundo em seu útero petrificado (Pescaldo era artista improdutivo). Sentiu o ranger dos pregos safados roçando na madeira ordinária da escadaria do cortiço. Pisava pensativo cada degrau com medo de descer pelo próprio corpo e encontrar seu escuro pessoal do qual não escaparia.Quando se ajeitou na porta da cozinha comunitária (alinhou a gola da camisa, puxou a cueca para o lugar), sentiu a protuberância pontuda contra seu nariz, que era o cheiro absurdo de cebola cozida. Absurdo, em verdade, contra sua existência, pois aquela pasta forte e quente o acusava de faminto. Sentiu o estômago contorcer-se num espasmo de vida, um animal de boca escancarada lutando contra seu hospedeiro.Contou o dinheiro do bolso, sentindo o peso de seu pulso ossudo pendurado em seu braço marcado de agulhadas que quase o estraçalhavam. Resolveu deixar a comida para quem podia. Não, ele não podia. De forma alguma. Tinha hora marcada com o colchão imundo estirado no chão de seu cômodo. Comprou mais uma dose e torceu para que aquela o levasse daquele lugar: arrastado, com uma estampa de saliva espumosa no peito, a delatar sua morte para daqui a dois segundos.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Desditem
Porque aqui se faz e aqui se apaga e quando muito se espera, rápido se cansa, então nada será diferente mesmo. Na verdade nada é do jeito que a gente queria que fosse, portanto o protesto está em não fazer nada. Se não vai ser assim, também não ser assado não senhor, não vai ser e ponto. Outro alguém que se magoe por não conseguir as coisas do jeito que ele queria, eu desisto de querer. Não quero nada. Só quero não desejar mal a ninguém, e isso eu consigo, do meu jeito. O resto eu não quero, e quero distância do querer, porque quem tudo quer, tudo tem e nada satisfaz.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Campanha
O Ivan lançou e eu tranformo numa campanha:
Eis a campanha FREE MAÍSA!
O Nosso recado pro tio Sílvio:
AI AI AI UI UI!!!!!!!
Peço a todos que passem essa mensagem em seus blogs, pra que o cara se toque largue a pobre menina em paz o quanto antes, pra que ela não se torne um Rafael Ilha ainda na adolescência.
Eis a campanha FREE MAÍSA!
O Nosso recado pro tio Sílvio:
AI AI AI UI UI!!!!!!!
Peço a todos que passem essa mensagem em seus blogs, pra que o cara se toque largue a pobre menina em paz o quanto antes, pra que ela não se torne um Rafael Ilha ainda na adolescência.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Estados Alterados
Uma vez eu assisti numa madrugada um filme chamado "Viagens Alucinantes", que falava de um cientista que tentava provar que outros níveis de consciência são na verdade uma forma de nos ligarmos ao passado da nossa existência como espécie. Eu não consegui ver o filme até o final naquela madrugada, pois os sono era maior que a curiosidade, mesmo assim, tendo visto um pouco mais da metade do filme achei o tema interessantíssimo, e acabei colocando o filme no arquivo dos "Bons" na minha memória. Mais ou menos uns sete anos depois eu achei o filme numa locadora e aluguei, pra ver até ao final. O resultado é que o final do filme é horrível, e hoje ele está no arquivo de "Filmes Que Poderiam Ter Dado Certo Mas Que Metem os Pés Pelas Mãos no Final" da minha memória. Tendo passado por noites muito mal dormidas ultimamente, resolvi (por pura falta do que fazer e pra ver se o sono vinha) listar mais alguns filmes que eu vi e que na minha concepção tinha tudo pra ser uma coisa muito boa, mas não foram. Lembrei de cara de uma adaptação do Stephen King pro cinema chamada "It", um filme de umas três horas, com um clima excelente, mas com um final terrível. O trauma dos personagens e a forma como ele é retratado no filme é ótima, a idéia de tornar a imagem de um palhaço como um vilão possivelmente sobrenatural, apesar de batida é muito bem aproveitada, até o final ( VOU CONTAR O FIM DO FILME HEIN!!!), quendo vilão que tanto assusta e sugere o medo de forma tão eficaz se revela uma espécie de aranha gigante interplanetária. Ruim, né? Mas até esse desfecho caótico o filme é muito bom. Depois lembrei de um filme francês que vi num canal de UHF chamado "Doberman". Esse filme me dá raiva até hoje, mas tao contrário dos outros dois citados o problema não é o final, porque a história inteira é horrível. Pancadaria, sanguinolência, clichês e golpes de bandidos com cara de "Sou muito mal, olha a minha careta de vilão". Mas os aspectos técnicos do filme são incríveis: Um visual estilizado muito bem bolado, ao estilo Peter Greenaway, somado a uma edição maravilhosa, com claras referências aos filmes de ação dos anos 70, onde você via vários planos de sequência(ou quadros) ao mesmo tempo que se completavam. O Brian de Palma faz isso muito bem até hoje, vale conferir essa técnica em "Femme Fatale", outro filme ótimo com um final horrível, (aliás, alguém reparou que nesse filme tem um personagem que fica um montão de anos na cadeia e quando sai, recebe as roupas que tinha quando chegou, inclusive a sua camisa que estava cheia de sangue, e depois de tantos anos o sangue na camisa ainda está vermelhão-vivo?). Outro filme nessa linha é "Encaixotando Helena", que parte de uma premissa original, que chama a atenção, mas que é tão mal interpretado e tão mal resolvido que enjoa. Filme de zumbi é um prato cheio pra esse tipo de coisa acontece (sim, eu gosto de filme de zumbi, e aí???"A noite dos mortos-vivos" do George Romero é um clássico), vide "Extermínio", do oscarizado Danny Boyle, onde um cidadão inglês comum cercado de zumbis e militares alucinados se torna um RAMBO em vinte minutos. Aí eu prefiro ver o Stallone mesmo, pelo ele já tem aquela cara de lunático por natureza e o filme é legal do começo ao fim (O primeiro "Rambo", os outros são perfumaria). Geralmente filmes metidos a "filmes cabeça" acabam caindo nessa falha porque vão se enrolando tanto que não conseguem se resolver de uma forma decente, ou inventam algo que não tem nada a ver com o enredo (o que nos deixa com aquela de "tudo aquilo por causa disso?") ou apelam pra tática do "foi tudo um sonho" ou "foi tudo armado há vinte anos atrás quando o personagem principal tinha 6 anos". Mancada isso. Nessa linha temos "Garotas Selvagens", Cheque Mate" e alguns outros que agora eu não lembro. To com sono. Depois mando mais.


Tem quem saiba das coisas
“As mulheres são todas diferentes. Quando se perde um homem, há outro igual ao virar da esquina. Quando se perde uma mulher, é uma vida”.
Raymond Chandler
Raymond Chandler
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sempre Vale a Pena
Reler esse poema.

Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Exceto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).
Sinto uma simpatia por essa gente toda,
Sobretudo quando não merece simpatia.
Sim, eu sou também vadio e pedinte,
E sou-o também por minha culpa.
Ser vadio e pedinte não é ser vadio e pedinte:
E' estar ao lado da escala social,
E' não ser adaptável às normas da vida,
'As normas reais ou sentimentais da vida -
Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta,
Não ser pobre a valer, operário explorado,
Não ser doente de uma doença incurável,
Não ser sedento da justiça, ou capitão de cavalaria,
Não ser, enfim, aquelas pessoas sociais dos novelistas
Que se fartam de letras porque tem razão para chorar lágrimas,
E se revoltam contra a vida social porque tem razão para isso supor.
Não: tudo menos ter razão!
Tudo menos importar-se com a humanidade!
Tudo menos ceder ao humanitarismo!
De que serve uma sensação se há uma razão exterior a ela?
Sim, ser vadio e pedinte, como eu sou,
Não é ser vadio e pedinte, o que é corrente:
E' ser isolado na alma, e isso é que é ser vadio,
E' ter que pedir aos dias que passem, e nos deixem, e isso é que é ser pedinte.
Tudo o mais é estúpido como um Dostoiewski ou um Gorki.
Tudo o mais é ter fome ou não ter o que vestir.
E, mesmo que isso aconteça, isso acontece a tanta gente
Que nem vale a pena ter pena da gente a quem isso acontece.
Sou vadio e pedinte a valer, isto é, no sentido translato,
E estou-me rebolando numa grande caridade por mim.
Coitado do Álvaro de Campos!
Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!
Coitado dele, que com lagrimas (autenticas) nos olhos,
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco
Aquele pobre que não era pobre que tinha olhos tristes por profissão.
Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!
Coitado dele que tem tanta pena de si mesmo!
E, sim, coitado dele!
Mais coitado dele que de muitos que são vadios e vadiam,
Que são pedintes e pedem,
Porque a alma humana é um abismo.
Eu é que sei. Coitado dele!
Que bom poder-me revoltar num comício dentro de minha alma!
Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.
Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!
Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido.

Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Aquele homem mal vestido, pedinte por profissão que se lhe vê na cara,
Que simpatiza comigo e eu simpatizo com ele;
E reciprocamente, num gesto largo, transbordante, dei-lhe tudo quanto tinha
(Exceto, naturalmente, o que estava na algibeira onde trago mais dinheiro:
Não sou parvo nem romancista russo, aplicado,
E romantismo, sim, mas devagar...).
Sinto uma simpatia por essa gente toda,
Sobretudo quando não merece simpatia.
Sim, eu sou também vadio e pedinte,
E sou-o também por minha culpa.
Ser vadio e pedinte não é ser vadio e pedinte:
E' estar ao lado da escala social,
E' não ser adaptável às normas da vida,
'As normas reais ou sentimentais da vida -
Não ser Juiz do Supremo, empregado certo, prostituta,
Não ser pobre a valer, operário explorado,
Não ser doente de uma doença incurável,
Não ser sedento da justiça, ou capitão de cavalaria,
Não ser, enfim, aquelas pessoas sociais dos novelistas
Que se fartam de letras porque tem razão para chorar lágrimas,
E se revoltam contra a vida social porque tem razão para isso supor.
Não: tudo menos ter razão!
Tudo menos importar-se com a humanidade!
Tudo menos ceder ao humanitarismo!
De que serve uma sensação se há uma razão exterior a ela?
Sim, ser vadio e pedinte, como eu sou,
Não é ser vadio e pedinte, o que é corrente:
E' ser isolado na alma, e isso é que é ser vadio,
E' ter que pedir aos dias que passem, e nos deixem, e isso é que é ser pedinte.
Tudo o mais é estúpido como um Dostoiewski ou um Gorki.
Tudo o mais é ter fome ou não ter o que vestir.
E, mesmo que isso aconteça, isso acontece a tanta gente
Que nem vale a pena ter pena da gente a quem isso acontece.
Sou vadio e pedinte a valer, isto é, no sentido translato,
E estou-me rebolando numa grande caridade por mim.
Coitado do Álvaro de Campos!
Tão isolado na vida! Tão deprimido nas sensações!
Coitado dele, enfiado na poltrona da sua melancolia!
Coitado dele, que com lagrimas (autenticas) nos olhos,
Deu hoje, num gesto largo, liberal e moscovita,
Tudo quanto tinha, na algibeira em que tinha pouco
Aquele pobre que não era pobre que tinha olhos tristes por profissão.
Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!
Coitado dele que tem tanta pena de si mesmo!
E, sim, coitado dele!
Mais coitado dele que de muitos que são vadios e vadiam,
Que são pedintes e pedem,
Porque a alma humana é um abismo.
Eu é que sei. Coitado dele!
Que bom poder-me revoltar num comício dentro de minha alma!
Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.
Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!
Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido.
Álvaro de Campos
Transações Solitárias

Somos dois. O dia passa devagar em ações diferentes e diferentemente não estamos, mas somos, sempre somos. Seja sol ou chuva (também são dois), estamos em nossos momentos de brilho ou tempestade, obedecendo as nossas diferenças e nos assemelhando nelas. Somos sentindo. Continuamos os nossos dias diferentes, sem tanto nos aproximar, constatando as casualidades, comentando e rindo delas, compartilhando as nossas frescas solidões a distância, como dois que vêem diferente. Somos seguindo. Nossas histórias aos outros que não são nós tem seus nós, aquelas emendas que suavizam e descartam o que talvez nem precisava ser suavizado, mas também é de desnecessária publicação, delicadas omissões. Somos omitindo. Chegamos às nossas solidões em particular, particularmente sós, a sós. Trocamos as nossas mentiras falsas como odes (odilê, odilá) e vomitamos tudo o que podemos e queremos vomitar. Somos sorrindo. Tocamos as feridas um do outro e seguimos até onde é possível tocar, aí somos somando. O resultado é um outro, não um terceiro e sim um anterior, mais antigo, mais novo, mais lascivo. Não somos mais. É apenas um, solitário, desafligido, sem preocupações a não ser a de descobrir os quatro cantos do seu espaço íntimo. Em cada canto desse íntimo há um caracol, um pingente e uma trança. Esse festival de signos se desenrolam lentamente, ao seu tempo, se perdem e se acham a cada olhar furtivo e mantém a tensão presa nesse um que desintegra os dois. Desatam-se os nós em uma fita que passa a transmutar em cores vivas, só cores vivas, que se realçam a luz do dia, um único, solitário mas preenchido, desnecessário mais adjetivos. O sol e a chuva também estão juntos no mesmo céu, é só olhar além das diferenças do dois. Somos um.
Ps: Obrigado pela idéia.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Caçador de Tempestades

O Salvaterra me disse num post anterior sabiamente: "lembre-se: pra manter a sanidade, considere tudo no mundo um copo d'água, a menos que seja o contrário". Ele tem razão, mas acontece que esse ano, segundo o Horóscopo Patafísco é o ano do caos, e são raríssimos anos como esses, onde a sanidade é mais um empecilho do que uma prudência. O ano do caos é um bom ano para se caçar tempestades, correr no meio delas e contra elas desvairadamente, é um ano onde arrependimentos são muito mais pesados do que o normal, portanto o esquema é se arrepiar, não se arrepender. Quando a exceção é a regra, é melhor se pautar pela fortuna e beber as tempestades dos copos d'água. Não digam que eu não avisei.
Na Virada
Algumas dicas da Virada Cultural pra vocês. Eu não costumo ir porque estou sempre trabalhando nos dois dias, mas sempre tem alguma coisa boa que eu queria ver, e as vezes até consigo.
Esse ano tem por exemplo Zeca Baleiro as 12h do Domingo na São João, Logo depois Novos Baianos. Só isso. Ainda tem o Gismonti as 21h do Sábado no Teatro Municipal, lá também tem Tom Zé e Chico César. No mesmo horário do Zeca tem Nação Zumbi na República, a gosto do freguês. Das novidades eu recomendo na Santa Efigênia as 20:30h a Iara Rennó, excelente compositora e cantora e o Alessandro Penezzi na Conselheiro Crispiniano as 9:20 da madrugada do domingo , um dos melhores violonistas dos últimos tempos no Brasil.
Quem quiser me indicar mais alguma coisa, esteja a vontade, e bons shows.
Esse ano tem por exemplo Zeca Baleiro as 12h do Domingo na São João, Logo depois Novos Baianos. Só isso. Ainda tem o Gismonti as 21h do Sábado no Teatro Municipal, lá também tem Tom Zé e Chico César. No mesmo horário do Zeca tem Nação Zumbi na República, a gosto do freguês. Das novidades eu recomendo na Santa Efigênia as 20:30h a Iara Rennó, excelente compositora e cantora e o Alessandro Penezzi na Conselheiro Crispiniano as 9:20 da madrugada do domingo , um dos melhores violonistas dos últimos tempos no Brasil.
Quem quiser me indicar mais alguma coisa, esteja a vontade, e bons shows.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O disco novo do Caetano

Até o "Noites do Norte" era mais fácil defender porque eu acho o Caetano melhor do que o Chico. Agora tá ficando cada vez mais difícil.
Porque eu não gostei, faixa a faixa:
1- A cor amarela - Essa é boa, e dá esperança que mais coisa boa pode vir. Taí o problema dela.
2- A Base de Guantánamo - Agora que ele descobriu a base de Guantánamo?
3- Falso Leblon - Eu não conheço o Rio, mas acho que o Leblon é como a Vila Olímpia aqui em SP. fazer uma música-crônica sobre os costumes da galera de lá está totalmente fora da minha realidade. Masturbação da classe média.
4- Lapa - Só se for com a 12 de Outubro no meio, senão não.
5- Incompatibilidade de Gênios - Boa versão de um dos clássicos da dupla João Bosco/Aldir Blanc, só que a versão do João pra mim, é definitiva.
6- Tarado Ni você - Como música tá mais pra exercício estético, como exercício estético tá mais pra música, mas fica na cabeça.
7- Perdeu - Boa, bem boa, a melhor faixa do disco.
8- Lobão tem razão - Não tem não...
9- Sem Cais - Música bonita, interessante, bem a cara do Caetano século XXI, nas que ele acertou.
10- Por quem? - Tipo de música que ou você acha linda ou nem consegue ouvir até o fim. Eu fiquei com a segunda opção.
11- Menina da Ria - Se ele usasse essa linha de trabalho pro disco inteiro ele seria bem melhor, mas não.
12- Diferentemente - Ruim, fraca, repetição de temas batidos nas próprias canções de Caetano.
13- Ingenuidade - Ótimo samba de Serafim Adriano, boa versão, quase rivaliza com a gravação da Clementina de Jesus, fecha bem um disco tão irregular.
terça-feira, 21 de abril de 2009
21 de Abril

21 de Abril está se tornando um dia realmente marcante.Você provocou Tempestades solares no meu coração Um ano depois de outro ano entram novidades impressionantes na minha vida, de consequências imprevisíveis, folhas cortantes em minhas mãos desastradas, pra um bom chá de Erva-Doce.Você faz o que quer Você me exasperou Você não sabe viver onde eu sou A doçura é totalmente relativa, mel ou não, nenhuma previsão sem nenhuma perspectiva, mas não de forma negativa. 21 de Abril se tornou o meu precipício favorito,de onde eu pulo com gosto, pronto pra me esborrachar rindo entre lágrimas,Então adeus, Ou seja outra: um dia perfeito pra eu perder o meu bom senso, pois viver de bom senso enegrece a alma, tecendo momento sobre momento saborosamente, delicado ou amargo, mas mastigando bem o sentimento enquanto vôo do alto do penhasco do dia 21 de Abril.Alguém que agüente o sol Seja um dia, uma rua, ou uma data de lembranças antagônicas.
"Tempestades Solares" Caetano Veloso
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Fanfarrão
Na iminência do tropeço, a beira do fracasso
Nem tudo o que reconheço
É mesmo tudo o que eu faço.
Na beira do precipício
Ninguém dá dois passos em falso
Nem tudo o que reconheço
É mesmo tudo o que eu faço.
Na beira do precipício
Ninguém dá dois passos em falso
segunda-feira, 23 de março de 2009
AVISO
Se você está lendo esse aviso, então isso é para você. Cada palavra lida deste texto inútil é um segundo perdido da sua vida. Você não tem mais nada para fazer? Sua vida é tão vazia que você não consegue vivê-la melhor? Ou você está tão impressionado com a autoridade que você respeita todos aqueles que a exercem em você? Você lê tudo o que deveria? Pensa tudo o que deveria? Compra tudo o que lhe dizem para comprar? Saia do seu apartamento/casa. Pare de comprar tanto e de se masturbar tanto. Peça demissão. Comece a brigar. Prove que você está vivo. Se você não fizer valer pelo seu lado humano, você se tornará apenas mais um número. Você foi avisado.
Tyler Durden em "Clube da Luta"
Tyler Durden em "Clube da Luta"
quarta-feira, 18 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Joga aí

8 de Março, Dia Internacional da Mulher. É assim que nós jogamos.
Deixando bem claro que essa é uma subversão minha a uma tira do Laerte e muito provavelmente não era essa a idéia dele.
Aqui tem um bando de loucos
M.S., nome preservado, mulher, 51, professora de uma escola pública da zona norte de São Paulo há 17 anos, casada com J.L., mãe de D.L.(ambos os nomes também preservados), vida totalmente normal. É tida pelos amigos e conhecidos como uma mulher ponderada, bem humorada e saudável. Não há registros oficiais o boatos de que M.S. tenha alguma vez se envolvido em alguma discussão, briga ou qualquer outro genero de desordem que apontasse algum distúrbio psicológico. Nunca teve problemas com alunos nem reclamações da diretoria da sua escola, é inclusive cotada para assumir a direção da escola, assim que a atual diretora se aposentar. Nesses 17 anos lecionando, apenas 3 tentativas de suicídio devidamente contidas e controladas pelos próprios familiares, uma mulher exemplar na sua conduta, sem dúvida. J.L. também mantém a postura exemplar dentro não só da estrutura familiar (segundos os próprios), mas na vida social. Motorista aposentado, 65, é tido como um homem culto, sensato e avesso a entreveros e discussões de qualquer ordem. É conhecidos na rua onde mora com sua família há mais de 20 anos como o "churrasqueiro oficial" de todas as festas que são realizadas pela comunidade e pela habilidade e paciência ao lidar com os jovens que se tornam mais exaltados pelo álcool, algo comum nas churrascadas do bairro. Sua ficha profissional é de dar inveja a qualquer jovem profissional da direção, tendo apenas 23 atropelamentos registrados em 36 anos de trabalho, com ínfimas 15 mortes. Culpa comprovada em apenas 18 destes casos, um homem de bem, é fato. Já o filho único desse amável casal infelizmente destoa dessa harmonia pacífica. D.L., 22, entre tantas profissões que enobrecem o homem e mesmo com os exemplos de sua casa resolveu seguir a carreira perigosa da literatura. Vivia nos guetos da cidade distribuindo convites ao caos, feitos por ele, intitulados de "Zines". É considerado pelos vizinhos um subversor da ordem, avesso a formas de educação tão tradicionais como a televisão e é chamado por alguns de passional, sendo que correm boatos que teria uma vez se apaixonado por uma mulher e declarado seu amor em plena madrugada e em público, o que, com efeito, causou horror aos mais velhos. Para tristeza de sua família, foi internado no internacionalmente conhecido Pirituba Institute of Neurological Estudies United (P.I.N.E.U.) no último dia 8 Março, após ter sido autuado sem camisa nas redondezas de sua bairro, gritando a plenos pulmões "Ô, o Ronaldão voltou". Definitivamente uma tragédia para uma família tão zelosa e regular.
quinta-feira, 5 de março de 2009
É bem isso
Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa
(Ruy Guerra)
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa
(Ruy Guerra)
Catadão
Ela quer viver sozinha sem a sua companhia e você ainda quer essa mulher que não sente a sua falta e quando você chega em casa ela não sente a sua presença ela tem um travesseiro mais macio do que o seu braço e um acolchoado muito mais quente que o seu abraço (Arnaldo Antunes)
Depois da queda, o coice O selo do castigo Pra uns só traz a foice Pra outros traz alívio Dançando toda a noite Bem rente ao precipício Depois de tanto açoite A dor virou teu vício (Herbert Vianna)
Vê se tem no almanaque, essa menina, Como é que termina um grande amor Se adianta tomar uma aspirina Ou se bate na quina aquela dor Se é chover o ano inteiro chuva fina Ou se é como cair do elevador Me responde por favor Pra que que tudo começou Quando tudo acaba (Chico Buarque)
Maltratei Sim, maltratei demais, E machuquei, queiquei,quei,quei Meu coração que bate Que bate calado Que bate calado Que bate, bate E dói, dói (Tom Zé)
Depois do gol contra aos 48 do segundo tempo, do tropeço na apresentação de balé que valia aquela viagem pra Europa, da brochada, depois do fim da esperança e do medo, depois de cair pela quinta vez ainda no primeiro round, é hora de jogar a toalha.
Depois da queda, o coice O selo do castigo Pra uns só traz a foice Pra outros traz alívio Dançando toda a noite Bem rente ao precipício Depois de tanto açoite A dor virou teu vício (Herbert Vianna)
Vê se tem no almanaque, essa menina, Como é que termina um grande amor Se adianta tomar uma aspirina Ou se bate na quina aquela dor Se é chover o ano inteiro chuva fina Ou se é como cair do elevador Me responde por favor Pra que que tudo começou Quando tudo acaba (Chico Buarque)
Maltratei Sim, maltratei demais, E machuquei, queiquei,quei,quei Meu coração que bate Que bate calado Que bate calado Que bate, bate E dói, dói (Tom Zé)
Depois do gol contra aos 48 do segundo tempo, do tropeço na apresentação de balé que valia aquela viagem pra Europa, da brochada, depois do fim da esperança e do medo, depois de cair pela quinta vez ainda no primeiro round, é hora de jogar a toalha.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Rogério Sganzerla

É tudo o caos, é tudo o caos por aqui. Não há a necessidade mesquinha de queimar as nossas obras, elas são tão palpáveis quanto a biblioteca de Alexandria. Aqui tratamos gênios como idiotas e pagamos o preço lógico, tratando idiotas como gênios. É tudo limpo, coerente aceitável, Se eu fosse você 1 ou 2 filhos de Francisco, um Quartrilho esperando o busão na central do Brasil. É tudo tão limpo, apliquem-se as penas da lei sobre esses sujos, joguem suas obras ao mar, o Brasil não pode ser queimado dessa forma no exterior, onde estão os nossos Kaspar Houser? É um enigma carioca, dançamos sobre a bandeira e nem sequer ateamos fogo a ela. Esse cineminha nacional metido a besta, ah esse cineminha nacional. Eu daria tudo para ser um Bruno Barreto, só um. Troquem-se os 4 pés pelas mãos e temos aí o que temos: Um sonho pronto pra ser comido. Ainda bem que existem mulheres bonitas nesse país, educadas, petulantes, putas, solidárias para todos os gostos. Janeiro é um mês fundamental para a manutenção da ordem, santas férias intermináveis. O verdadeiro signo do caos é o carnaval, eu amo carnaval, a minha Veneza particular, só sorrisos, parece o Orson Welles no Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato isoneiro, é tão engraçado!!! Eu não me canso de escrever Brasil, pra ver se ele queima logo de uma vez. Se não queimar, não esqueçam de atirar os rolos dessas subversões nacionais que arrogantemente se denominavam cinema no mar. Rolos em P&B jamais!!! Heresia! Repito: Heresia! Até esfriam as coisas depois de Abril, despedaçado ou não, aliás, onde já viu Kanun no nordeste? Que piada de mal gosto, porra Zé Dumont! As melhores notícias desse país continuam vindo do rádio, cinema nem pra vender aspirina presta, televisão não existe, não passa de um truque de espelhos espalhados por todas as casas do Brasil. Lindo! eu tinha que terminar com Brasil!
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Fratura

Quebrou. Quebrou e doeu, pra caralho. Não sou de arrastar trem muito menos bonde, mas tava um calor danado naquele dia esquisito e eu arrastei tudo, entrei de carrinho com os dois pés. Tava já esperando o cartão vermelho, antes fosse, porque nego pulou, e aí quando você dá um carrinho e nego pula, fodeu. Ninguém que vê um carrinho com os dois pés e pula deixa de cair em cima de você, e cai com os dois pés também. Aí dói, quebra, chama a maca, o juíz fica naquelas de "Expulso os dois? Amarelo pros dois? Um já vai ficar fora mesmo...deixa quieto" E aí fica quieto, mesmo se quebrar. Vira acidente, choque acidental. Se não tem juiz, caso de jogadas que envolvem uma arrastadas antes do carrinho em questão, então nem tem conversa, não queria tudo, neguinho? Fica quebrado aí... Nego ainda tem a manha de te visitar no estaleiro, perguntar se tá bem, se quer conversar sobre essas fraturas da vida, mostrar os gols que ele tá fazendo e você lá, quebrado. E se você encontra os amigos depois pra reclamar ainda ouve "Mas você que entrou de carrinho, com os dois pés. Tu não é nem de arrastar bonde e veio arrastando trem e os cambau. Tomou. Eu falei. Carrinho só na bola, senão ou quebra ou sai quebrado. Parece até esses malucos que acreditam no amor, ou quebram ou saem quebrados. nada mais justo". Mas você nunca acha justo, se tiver apelação apela, se tiver replay, repete e alega que nem era carrinho, era na bola, mas quem arrasta trem nunca vai na bola. Jogos são cruéis e todo mundo joga. Todo mundo. Principalmente quem diz que não joga, esse é o pior tipo de jogo. Diz que não joga, que não é de jogo, que jogo não é legal, o legal é o natural e depois marca no caderninho em casa todos os gols e as puladas dos carrinhos. N-a-t-u-r-a-l-m-e-n-t-e.
Prefiro jogar bola.
Alto Mar
(Dante Ozetti, Luiz Tatit)
Olhou o mar, a imensidão, mas não desanimou
Deixou o cais na embarcação
Remou, remou, remou
Depois cansou, mas ao tomar a brisa em alto mar
Sentiu prazer e não voltou, jamais.
O humor do mar, vigor do sal
O entra e sai do anzol
Água que deságua em água, água, tudo igual
E um barquinho pontual
Fez seu lar seu ninho lá sozinho ao léu
No chão do céu, sol a sol
E a lua toda noite, toda sua
Deu ao mar o que é do mar
O dom de errar, o deus dará
Pau a pau pra quê lutar?
Seu lugar é o vão do bote
O mar não pode ali entrar
Olhou o mar, a imensidão, mas não desanimou
Deixou o cais na embarcação
Remou, remou, remou
Depois cansou, mas ao tomar a brisa em alto mar
Sentiu prazer e não voltou, jamais.
O humor do mar, vigor do sal
O entra e sai do anzol
Água que deságua em água, água, tudo igual
E um barquinho pontual
Fez seu lar seu ninho lá sozinho ao léu
No chão do céu, sol a sol
E a lua toda noite, toda sua
Deu ao mar o que é do mar
O dom de errar, o deus dará
Pau a pau pra quê lutar?
Seu lugar é o vão do bote
O mar não pode ali entrar
domingo, 18 de janeiro de 2009
Referências
Não me referia mais aos meus sentimentos especificamente, me referia a você, a ausência que mereço, a presença que você merece, aos fatos que não são fatos, pois são uma história diferente em cada cabeça e são táteis para qualquer um, sendo então duas realidades convivendo num mesmo meio, num mesmo tempo para um mesmo acontecimento, sendo duas verdades para uma mesma sequência, ambas válidas. Não me referia mais ao que eu queria falar eu devia ter falado, me referia ao silêncio, pois não há som que ultrapasse um juízo formado. Não me referia a raiva intraespecífica das pessoas pequenas dentro delas mesmas, estou fechado na minha e não tenho a menor intenção de expô-la a ninguém, me referia ao respeito de guardar o que não pertence mais a ninguém.
Eu ainda "sou você e os meus rivais. Sou só".
Eu ainda "sou você e os meus rivais. Sou só".
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Bandeira branca
Música e letra do Geraldo Vandré. Muito útil nesse momento.
Certeza no coração
Bandeira branca no ar
Alegrias e tristezas
Deixo correr misturar
Quem sou eu morena linda
Quem sou pra separar
O que se juntou na vida
Que faz rir que faz chorar
Não tem erro nesta história
Nem vai na cantiga errar
Quem conhece a história antiga
E ainda sabe recontar
Se for preciso morena
Na frente ainda vai inventar
E de trás pra frente
No fim vou principiar
Já disse um cantor mais forte
Da terra pra me ensinar
Tanto faz dá na cabeça
Como na cabeça dá
Não se passa limpo a sorte
Nem na vida e nem na morte
Não queira morena linda
Que eu queira agora passar
Só bota a mão na rudilha
Quem pode o pote pegar
Quero ver
E quero a rainha
Do reino quero reinar
A dor já se compreendeu
Meu grito já sei guardar
E mais ainda morena
De longe meu canto dá
Um doce morena linda
Pra ainda hoje encantar
Voce que está tão distante
Mais que vai tanto esperar
Quem vive contando estórias
Poucos diz a precisão
Tem muitas horas de glória
Que podem ser perdição
Mas eu que contando o relato
Por dever de profissão
Quando chegam essas horas
Dos fatos faça memória
Cansei de imaginação
E da perdição ou glória
Arranco uma nova história
Morena
Cada vez com mais razão
Não paro começo de novo
Na roda do meu cantar
Quem quiser pode sair
Quem quiser pode ficar
A roda do samba de novo
Agora de novo a rodar
E tudo começa outra vez
Com mané na viola a violar
Não tem erro nesta história
Nem vai na cantiga errar
Quem conheçe a história antiga
E ainda sabe recontar
Não erra morena linda
Pode muito mais se criar
Na invenção seja bela
Também pode misturar
Também pode se perder
Quem depois sabe encontrar
Não tem erro na cantiga
Já disse vou voltar
Mas dez mil vezes
Quem disse que eu vou negar
Se meu pai mandou dizer
Como é que eu vou negar
E voce morena linda
De longe a me esperar
Certeza no coração
Bandeira branca no ar
Alegrias e tristezas
Deixo correr misturar
Quem sou eu morena linda
Quem sou pra separar
O que se juntou na vida
Que faz rir que faz chorar
Não tem erro nesta história
Nem vai na cantiga errar
Quem conhece a história antiga
E ainda sabe recontar
Se for preciso morena
Na frente ainda vai inventar
E de trás pra frente
No fim vou principiar
Já disse um cantor mais forte
Da terra pra me ensinar
Tanto faz dá na cabeça
Como na cabeça dá
Não se passa limpo a sorte
Nem na vida e nem na morte
Não queira morena linda
Que eu queira agora passar
Só bota a mão na rudilha
Quem pode o pote pegar
Quero ver
E quero a rainha
Do reino quero reinar
A dor já se compreendeu
Meu grito já sei guardar
E mais ainda morena
De longe meu canto dá
Um doce morena linda
Pra ainda hoje encantar
Voce que está tão distante
Mais que vai tanto esperar
Quem vive contando estórias
Poucos diz a precisão
Tem muitas horas de glória
Que podem ser perdição
Mas eu que contando o relato
Por dever de profissão
Quando chegam essas horas
Dos fatos faça memória
Cansei de imaginação
E da perdição ou glória
Arranco uma nova história
Morena
Cada vez com mais razão
Não paro começo de novo
Na roda do meu cantar
Quem quiser pode sair
Quem quiser pode ficar
A roda do samba de novo
Agora de novo a rodar
E tudo começa outra vez
Com mané na viola a violar
Não tem erro nesta história
Nem vai na cantiga errar
Quem conheçe a história antiga
E ainda sabe recontar
Não erra morena linda
Pode muito mais se criar
Na invenção seja bela
Também pode misturar
Também pode se perder
Quem depois sabe encontrar
Não tem erro na cantiga
Já disse vou voltar
Mas dez mil vezes
Quem disse que eu vou negar
Se meu pai mandou dizer
Como é que eu vou negar
E voce morena linda
De longe a me esperar
Terra Nova

As meninas vinham de Minas atrás de outras especiarias na capital paulista. Encontraram rendas curtas, saias curtas e pernas enxutas na rua Augusta. Lá foram se estabelecendo como jogadoras, se conhecendo como giras, sendo menos conservadoras, mais bem pagas e solícitas. As meninas de Minas agora eram as minas, las chicas, the chicks, suas sombras perdidas na Zona da Mata.
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