terça-feira, 19 de maio de 2009

Estados Alterados

Uma vez eu assisti numa madrugada um filme chamado "Viagens Alucinantes", que falava de um cientista que tentava provar que outros níveis de consciência são na verdade uma forma de nos ligarmos ao passado da nossa existência como espécie. Eu não consegui ver o filme até o final naquela madrugada, pois os sono era maior que a curiosidade, mesmo assim, tendo visto um pouco mais da metade do filme achei o tema interessantíssimo, e acabei colocando o filme no arquivo dos "Bons" na minha memória. Mais ou menos uns sete anos depois eu achei o filme numa locadora e aluguei, pra ver até ao final. O resultado é que o final do filme é horrível, e hoje ele está no arquivo de "Filmes Que Poderiam Ter Dado Certo Mas Que Metem os Pés Pelas Mãos no Final" da minha memória. Tendo passado por noites muito mal dormidas ultimamente, resolvi (por pura falta do que fazer e pra ver se o sono vinha) listar mais alguns filmes que eu vi e que na minha concepção tinha tudo pra ser uma coisa muito boa, mas não foram. Lembrei de cara de uma adaptação do Stephen King pro cinema chamada "It", um filme de umas três horas, com um clima excelente, mas com um final terrível. O trauma dos personagens e a forma como ele é retratado no filme é ótima, a idéia de tornar a imagem de um palhaço como um vilão possivelmente sobrenatural, apesar de batida é muito bem aproveitada, até o final ( VOU CONTAR O FIM DO FILME HEIN!!!), quendo vilão que tanto assusta e sugere o medo de forma tão eficaz se revela uma espécie de aranha gigante interplanetária. Ruim, né? Mas até esse desfecho caótico o filme é muito bom. Depois lembrei de um filme francês que vi num canal de UHF chamado "Doberman". Esse filme me dá raiva até hoje, mas tao contrário dos outros dois citados o problema não é o final, porque a história inteira é horrível. Pancadaria, sanguinolência, clichês e golpes de bandidos com cara de "Sou muito mal, olha a minha careta de vilão". Mas os aspectos técnicos do filme são incríveis: Um visual estilizado muito bem bolado, ao estilo Peter Greenaway, somado a uma edição maravilhosa, com claras referências aos filmes de ação dos anos 70, onde você via vários planos de sequência(ou quadros) ao mesmo tempo que se completavam. O Brian de Palma faz isso muito bem até hoje, vale conferir essa técnica em "Femme Fatale", outro filme ótimo com um final horrível, (aliás, alguém reparou que nesse filme tem um personagem que fica um montão de anos na cadeia e quando sai, recebe as roupas que tinha quando chegou, inclusive a sua camisa que estava cheia de sangue, e depois de tantos anos o sangue na camisa ainda está vermelhão-vivo?). Outro filme nessa linha é "Encaixotando Helena", que parte de uma premissa original, que chama a atenção, mas que é tão mal interpretado e tão mal resolvido que enjoa. Filme de zumbi é um prato cheio pra esse tipo de coisa acontece (sim, eu gosto de filme de zumbi, e aí???"A noite dos mortos-vivos" do George Romero é um clássico), vide "Extermínio", do oscarizado Danny Boyle, onde um cidadão inglês comum cercado de zumbis e militares alucinados se torna um RAMBO em vinte minutos. Aí eu prefiro ver o Stallone mesmo, pelo ele já tem aquela cara de lunático por natureza e o filme é legal do começo ao fim (O primeiro "Rambo", os outros são perfumaria). Geralmente filmes metidos a "filmes cabeça" acabam caindo nessa falha porque vão se enrolando tanto que não conseguem se resolver de uma forma decente, ou inventam algo que não tem nada a ver com o enredo (o que nos deixa com aquela de "tudo aquilo por causa disso?") ou apelam pra tática do "foi tudo um sonho" ou "foi tudo armado há vinte anos atrás quando o personagem principal tinha 6 anos". Mancada isso. Nessa linha temos "Garotas Selvagens", Cheque Mate" e alguns outros que agora eu não lembro. To com sono. Depois mando mais.




































Nenhum comentário: