Se você está lendo esse aviso, então isso é para você. Cada palavra lida deste texto inútil é um segundo perdido da sua vida. Você não tem mais nada para fazer? Sua vida é tão vazia que você não consegue vivê-la melhor? Ou você está tão impressionado com a autoridade que você respeita todos aqueles que a exercem em você? Você lê tudo o que deveria? Pensa tudo o que deveria? Compra tudo o que lhe dizem para comprar? Saia do seu apartamento/casa. Pare de comprar tanto e de se masturbar tanto. Peça demissão. Comece a brigar. Prove que você está vivo. Se você não fizer valer pelo seu lado humano, você se tornará apenas mais um número. Você foi avisado.
Tyler Durden em "Clube da Luta"
segunda-feira, 23 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Joga aí

8 de Março, Dia Internacional da Mulher. É assim que nós jogamos.
Deixando bem claro que essa é uma subversão minha a uma tira do Laerte e muito provavelmente não era essa a idéia dele.
Aqui tem um bando de loucos
M.S., nome preservado, mulher, 51, professora de uma escola pública da zona norte de São Paulo há 17 anos, casada com J.L., mãe de D.L.(ambos os nomes também preservados), vida totalmente normal. É tida pelos amigos e conhecidos como uma mulher ponderada, bem humorada e saudável. Não há registros oficiais o boatos de que M.S. tenha alguma vez se envolvido em alguma discussão, briga ou qualquer outro genero de desordem que apontasse algum distúrbio psicológico. Nunca teve problemas com alunos nem reclamações da diretoria da sua escola, é inclusive cotada para assumir a direção da escola, assim que a atual diretora se aposentar. Nesses 17 anos lecionando, apenas 3 tentativas de suicídio devidamente contidas e controladas pelos próprios familiares, uma mulher exemplar na sua conduta, sem dúvida. J.L. também mantém a postura exemplar dentro não só da estrutura familiar (segundos os próprios), mas na vida social. Motorista aposentado, 65, é tido como um homem culto, sensato e avesso a entreveros e discussões de qualquer ordem. É conhecidos na rua onde mora com sua família há mais de 20 anos como o "churrasqueiro oficial" de todas as festas que são realizadas pela comunidade e pela habilidade e paciência ao lidar com os jovens que se tornam mais exaltados pelo álcool, algo comum nas churrascadas do bairro. Sua ficha profissional é de dar inveja a qualquer jovem profissional da direção, tendo apenas 23 atropelamentos registrados em 36 anos de trabalho, com ínfimas 15 mortes. Culpa comprovada em apenas 18 destes casos, um homem de bem, é fato. Já o filho único desse amável casal infelizmente destoa dessa harmonia pacífica. D.L., 22, entre tantas profissões que enobrecem o homem e mesmo com os exemplos de sua casa resolveu seguir a carreira perigosa da literatura. Vivia nos guetos da cidade distribuindo convites ao caos, feitos por ele, intitulados de "Zines". É considerado pelos vizinhos um subversor da ordem, avesso a formas de educação tão tradicionais como a televisão e é chamado por alguns de passional, sendo que correm boatos que teria uma vez se apaixonado por uma mulher e declarado seu amor em plena madrugada e em público, o que, com efeito, causou horror aos mais velhos. Para tristeza de sua família, foi internado no internacionalmente conhecido Pirituba Institute of Neurological Estudies United (P.I.N.E.U.) no último dia 8 Março, após ter sido autuado sem camisa nas redondezas de sua bairro, gritando a plenos pulmões "Ô, o Ronaldão voltou". Definitivamente uma tragédia para uma família tão zelosa e regular.
quinta-feira, 5 de março de 2009
É bem isso
Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa
(Ruy Guerra)
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa
(Ruy Guerra)
Catadão
Ela quer viver sozinha sem a sua companhia e você ainda quer essa mulher que não sente a sua falta e quando você chega em casa ela não sente a sua presença ela tem um travesseiro mais macio do que o seu braço e um acolchoado muito mais quente que o seu abraço (Arnaldo Antunes)
Depois da queda, o coice O selo do castigo Pra uns só traz a foice Pra outros traz alívio Dançando toda a noite Bem rente ao precipício Depois de tanto açoite A dor virou teu vício (Herbert Vianna)
Vê se tem no almanaque, essa menina, Como é que termina um grande amor Se adianta tomar uma aspirina Ou se bate na quina aquela dor Se é chover o ano inteiro chuva fina Ou se é como cair do elevador Me responde por favor Pra que que tudo começou Quando tudo acaba (Chico Buarque)
Maltratei Sim, maltratei demais, E machuquei, queiquei,quei,quei Meu coração que bate Que bate calado Que bate calado Que bate, bate E dói, dói (Tom Zé)
Depois do gol contra aos 48 do segundo tempo, do tropeço na apresentação de balé que valia aquela viagem pra Europa, da brochada, depois do fim da esperança e do medo, depois de cair pela quinta vez ainda no primeiro round, é hora de jogar a toalha.
Depois da queda, o coice O selo do castigo Pra uns só traz a foice Pra outros traz alívio Dançando toda a noite Bem rente ao precipício Depois de tanto açoite A dor virou teu vício (Herbert Vianna)
Vê se tem no almanaque, essa menina, Como é que termina um grande amor Se adianta tomar uma aspirina Ou se bate na quina aquela dor Se é chover o ano inteiro chuva fina Ou se é como cair do elevador Me responde por favor Pra que que tudo começou Quando tudo acaba (Chico Buarque)
Maltratei Sim, maltratei demais, E machuquei, queiquei,quei,quei Meu coração que bate Que bate calado Que bate calado Que bate, bate E dói, dói (Tom Zé)
Depois do gol contra aos 48 do segundo tempo, do tropeço na apresentação de balé que valia aquela viagem pra Europa, da brochada, depois do fim da esperança e do medo, depois de cair pela quinta vez ainda no primeiro round, é hora de jogar a toalha.
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