sábado, 7 de fevereiro de 2009

Rogério Sganzerla


É tudo o caos, é tudo o caos por aqui. Não há a necessidade mesquinha de queimar as nossas obras, elas são tão palpáveis quanto a biblioteca de Alexandria. Aqui tratamos gênios como idiotas e pagamos o preço lógico, tratando idiotas como gênios. É tudo limpo, coerente aceitável, Se eu fosse você 1 ou 2 filhos de Francisco, um Quartrilho esperando o busão na central do Brasil. É tudo tão limpo, apliquem-se as penas da lei sobre esses sujos, joguem suas obras ao mar, o Brasil não pode ser queimado dessa forma no exterior, onde estão os nossos Kaspar Houser? É um enigma carioca, dançamos sobre a bandeira e nem sequer ateamos fogo a ela. Esse cineminha nacional metido a besta, ah esse cineminha nacional. Eu daria tudo para ser um Bruno Barreto, só um. Troquem-se os 4 pés pelas mãos e temos aí o que temos: Um sonho pronto pra ser comido. Ainda bem que existem mulheres bonitas nesse país, educadas, petulantes, putas, solidárias para todos os gostos. Janeiro é um mês fundamental para a manutenção da ordem, santas férias intermináveis. O verdadeiro signo do caos é o carnaval, eu amo carnaval, a minha Veneza particular, só sorrisos, parece o Orson Welles no Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato isoneiro, é tão engraçado!!! Eu não me canso de escrever Brasil, pra ver se ele queima logo de uma vez. Se não queimar, não esqueçam de atirar os rolos dessas subversões nacionais que arrogantemente se denominavam cinema no mar. Rolos em P&B jamais!!! Heresia! Repito: Heresia! Até esfriam as coisas depois de Abril, despedaçado ou não, aliás, onde já viu Kanun no nordeste? Que piada de mal gosto, porra Zé Dumont! As melhores notícias desse país continuam vindo do rádio, cinema nem pra vender aspirina presta, televisão não existe, não passa de um truque de espelhos espalhados por todas as casas do Brasil. Lindo! eu tinha que terminar com Brasil!