terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Alto Mar

(Dante Ozetti, Luiz Tatit)

Olhou o mar, a imensidão, mas não desanimou
Deixou o cais na embarcação
Remou, remou, remou
Depois cansou, mas ao tomar a brisa em alto mar
Sentiu prazer e não voltou, jamais.
O humor do mar, vigor do sal
O entra e sai do anzol
Água que deságua em água, água, tudo igual
E um barquinho pontual
Fez seu lar seu ninho lá sozinho ao léu
No chão do céu, sol a sol
E a lua toda noite, toda sua
Deu ao mar o que é do mar
O dom de errar, o deus dará
Pau a pau pra quê lutar?
Seu lugar é o vão do bote
O mar não pode ali entrar

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